sábado, 27 de junho de 2015

MÚSICA: Review do álbum "Beyoncé - Platinum Edition" de Beyoncé

Beyoncé - Platinum Edition (2014) - Beyoncé

1) "Pretty Hurts" - ☆☆☆☆☆

 


Prometendo um trabalho de qualidade, Beyoncé apresenta um sucesso garantido vindo de Sia, tornando a sua proposta de álbum visual muito realista. Retratando a hipocrisia e superficialidade do mundo em que vivemos, a música fala do facto de a luta pela beleza inatingível causar dor e de a própria mãe a ter incentivado desde pequena a ser bonita e a não valorizar tanto a inteligência.
Estamos na presença de uma crítica social, de uma crítica à educação dada às crianças e de uma confissão no que toca a autoestima e autoaceitação.
"Perfection is the disease of a nation” e “It’s the soul that needs surgery” são as frases mais representativas da aura de toda a música.


2) "Haunted” - ☆☆☆☆☆

 

“Haunted" inicia-se com um ritmo frio e introduz Beyoncé num rap acerca da existência humana e da população que está viva sem realmente viver.
Recorrendo a harmonias ecoantes e a uma bass music que nos insere num ambiente amplo e citadino, a letra passa discretamente para um tema romântico, onde ela fala acerca de estar a assombrar alguém e achar que essa pessoa também a está a assombrar. Num momento sedutor, a cantora sussurra “You want me? I walk down the hallway, you’re lucky. The bedroom’s my runway. Slap me! I’m pinned to the doorway. Kiss, bite, foreplay.”
Quase no fim, a música cai num hip-hop movido por sintetizadores que confere alguma energia ao mistério de toda a música.


3) "Drunk In Love" (feat. Jay-Z) - ☆☆☆☆☆


Uma voz agudizada ao estilo árabe traz-nos para um ambiente erótico e feminino. Beyoncé canta sobre estar rendida à paixão e se encontrar literalmente embriagada de amor, apesar das luzes intensas e de todos os bens materiais que a rodeiam.
Sobre uma batida urbana e sincopada, ela rende-se ao contacto físico e aos momentos íntimos, tornando a letra bastante explícita apesar das metáforas (por exemplo, “wood” [madeira] para o órgão sexual masculino, “watermelon” [melancia] para o sémen, etc.) neste caso do marido, o rapper Jay-Z que também participa na música e faz referência a momentos famosos da cultura pop (“I’m Ike Turner, turn up, baby, no I don’t play. Now eat the cake, Annie Mae, I said eat the cake, Annie Mae”) sem nunca quebrar o mood.


4) "Blow - ☆☆☆☆

A cantora usa “Blow” para mostrar os seus dotes vocais num electro-funk muito vintage, bem ao estilo das divas de décadas passadas.
E, mantendo a sensualidade da música anterior, aqui Beyoncé também não poupa nas metáforas.
Mais ou menos a meio da música, depois de anunciar que esta é dedicada a todas as mulheres crescidas - destacando mais ainda o conteúdo adulto - surge um ritmo orientado por beatbox ao mesmo tempo que ela pede que lhe tirem a virgindade através da metáfora da cereja: “I can’t wait ‘til I get home so you can turn that cherry out. Turn that cherry out, turn that cherry out” e acaba a música com um verso em francês e a ponte da canção uma vez mais.


5) "No Angel” - ☆☆☆☆


Bastante intimista, a cantora parece ainda preocupada em abordar o seu romance com um timbre frágil e carente.
Afirma que ainda ela não seja nenhum anjo, o seu par também não o é, algo que ela se apercebeu agora que o conhece melhor, o que deixa espaço para muitas aventuras entre os dois. Apesar de se distanciar das fórmulas comerciais, Beyoncé não soa propriamente original, o que resultou numa música boa mas não de excelência como várias outras deste mesmo álbum.
Baby, put your arms around me, tell me I’m a problem. Know I’m not the girl you thought you knew and that you wanted (...) But I know that’s why you’re staying


6) "Partition”- ☆☆☆☆☆

 

Uma das músicas melhor trabalhadas, a intérprete mostra várias facetas: de diva que interage com os fãs antes de a canção começar, de cantora e ainda de rapper. Com um sub-baixo intenso a orientar a primeira parte da música, somos apresentados ao seu alter-ego do ghetto, Yoncé, uma mulher confiante e consciente dos seus dotes físicos, que sabe o impacto que tem nas pessoas que a veem. “Drop the bass, man, the bass get lower. (...) High like treble, pumping on the mids, the man ain’t ever seen a booty like this. (...) I sneezed on the beat and the beat got sicker, Yoncé all on his mouth like liquor”.
Na segunda parte, a cantora relata a sua vida de estrela e a sua falta de privacidade, bem como o envolvimento sexual com o seu par. Uns versos em francês ironizam o facto de os homens acharem que as feministas detestam o sexo, quando na realidade elas adoram, rematando com o refrão e sintetizadores enérgicos.


7) "Jealous" - ☆☆☆☆☆


Beyoncé é humana, tendo por isso inseguranças e receios típicos de qualquer pessoa numa relação: o medo da perda, o esforço para continuar a ser interessante para o seu par romântico e, acima de tudo, o ciúme. Jurando que se ele mantiver a promessa dele ela também vai manter a dela, a música consegue ser emocional, frágil e ao mesmo tempo libertadora. O sofrimento que sente implica uma necessidade de mudança, mas ao mesmo tempo a ligação afetiva não consegue ser quebrada.
And I hate you for your lies and your covers. And I hate us for making good love to each other. And I love making you jealous but don’t judge me. And I know that I’m being hateful but that ain’t nothing. That ain’t nothing. I’m just jealous. I’m just human. Don’t judge me.A sonoridade é simples e simultaneamente bem conseguida, com gritos ecoados e uns riffs de guitarra disfarçados no ritmo que exalam toda a tensão acumulada ao longo da música.


8) "Rocket” - ☆☆☆☆



Com um género soul das suas raízes no qual se sai sempre tão bem, a voz de Beyoncé brilha na suavidade dos sons.
I do it like it’s my profession, I gotta make a confession. I’m proud of all this bass, let me put it in your face. By the way, if you need a personal trainer or a therapist, I can be a piece of sunshine, inner peace, entertainer, anything else that you may read between the lines. You and I create waterfalls
A temática engloba as mais variadas fantasias e diversões que um casal pode ter, mergulhando-nos num estado de espírito alegre, relaxado e sem compromisso.


9) "Mine" (feat. Drake) - ☆☆☆☆☆

 

Caindo novamente na instabilidade emocional, desta vez na indecisão de manter ou acabar uma relação, a cantora coloca o ouvinte num lento transe sonoro até ao momento em que Drake intervém.
Sob a perspetiva de uma vida a longo prazo, Beyoncé abre o seu coração e a sua mente, deixando-nos conhecer os seus sentimentos e pedindo que haja menos drama na relação, apesar de estar consciente de que ela é muitas vezes a fonte dos problemas.
Tanto Drake como a cantora cantam sobre querer que a outra pessoa lhes pertença: “I just wanna say you’re mine, you’re mine. Fuck what you heard, you’re mine, you’re mine. As long as you know who you belong to.


10) "XO" - ☆☆☆☆☆


Um título puro para uma música pop pura também.
Romântica e consciente de que a vida passa rápido, Beyoncé pede “Baby, kiss me. Before they turn the lights out” e mais tarde “Before our time is run out”, em referência à morte.
E ao mesmo tempo que a música é brilhante na medida em que oferece diversão com muito conteúdo, o refrão fica facilmente na cabeça e incentiva a viver momentos inesquecíveis com a pessoa de quem se gosta, porque essa é uma das melhores coisas que a vida oferece.


11) "***Flawless" (feat. Chimamanda Ngozi Adichie) - ☆☆☆☆☆



Com uma das melhores produções do álbum, se não mesmo a melhor, Beyoncé defende os seus ideais sem espaço para dúvidas. O poder das mulheres está nas mãos delas e cada pessoa é perfeita da maneira como é: “I woke up like this, we flawless”.
Somos injetados com uma música eletrónica frenética que incentiva à revolução pretendida pela cantora: o feminismo não é apenas uma posição a considerar, é a base de toda a igualdade.
Com o discurso de uma escritora nigeriana acerca da injustiça de ser aceitável um homem tratar o seu corpo sexualmente e uma mulher não, somos deixados com uma noção fundamental: “Feminist. A person who believes in the social, political and economic equality of the sexes”.
Os ritmos trap com vozes distorcidas tornam a música um verdadeiro hino contemporâneo porque, para além da temática, oferecem a sonoridade mais atual da indústria musical.


12) "Superpower” (feat. Frank Ocean) - ☆☆☆




Na sequência da qualidade da música anterior, esta acaba por soar bastante mediana, ainda que possa ser vista como sofisticada na sua abordagem ao amor invencível. A letra, ainda que bem formulada, não nos presenteia com um refrão memorável em nenhum momento.
But nothing could slow us down, couldn’t tow us down. I thought I could live without you, ‘cause nothing I know can break us down”.
Nem as harmonias amenas, nem a discreta participação do cantor Frank Ocean, nem sequer os estalinhos ocasionais resgatam a produção, parecendo apenas uma filler no álbum.


13) "Heaven" - ☆☆☆☆




Um clássico piano traz uma nova qualidade ao álbum, bem como uma letra triste acerca da perda de alguém; neste caso, um aborto natural que Beyoncé teve. Deparamo-nos com a desorientação da cantora e um desespero que contrasta com toda a agressividade das músicas anteriores sobre sexo e autovalorização.
A memória de momentos de esperança com o marido quebram a repetição de que a música é vítima “We laughed at the darkness, so scared that we lost it. We stood on the ceilings, you showed me love was all you needed”, finalizando com um recorrer à religião em momento de conformismo cru, uma vez que o tema justifica isso mesmo.


14) "Blue" (feat. Blue Ivy) - ☆☆☆☆



Beyoncé não podia deixar de honrar a sua filha com uma música, incluindo até a participação da própria no fim e deixando os seus fãs ter um vislumbre da sua vida familiar.
Os seus dotes maternais refletem-se na letra “Each day I feel so blessed to be looking at you, ‘cause when you open your eyes, I feel alive.” Começa delicada e acaba por se intensificar mas sempre graciosamente, representando o amor da cantora por Blue Ivy.
Se até aqui tínhamos assistido às várias dimensões de Beyoncé enquanto celebridade, esposa, amante e pessoa, temos aqui a prova concreta da sua faceta de mãe.


_________________ PLATINUM EDITION_________________

O álbum lançado em 2013 teve um relançamento com o acréscimo das seguintes músicas:

15) "7/11" - ☆☆☆☆☆



Com uma vibração dançante, a cantora não poupa nas batidas hip-hop e canta sobre divertir-se sem quaisquer preocupações.
Faz referências a álcool e à sua atitude inconsciente em contexto de festa, não se esquecendo de impressionar os outros e exibir-se como se faz em qualquer típica música urbana, proporciando até momento de palmas para o twerk.
Flexin’ while my hands up, my hands up, my hands up, I stand up with my hands up”.


16) "Flawless Remix" (feat. Nicki Minaj) - ☆☆☆☆☆



Se na versão original a música é um trap de intervenção social, aqui torna-se mais pessoal com Beyoncé a falar de dinheiro, bens materiais e até intimista fazendo referência a episódios mediáticos como o do desentendimento do seu marido Jay-Z e irmã Solange Knowles no elevador (“Of course sometimes shit go down when it’s a billion dollars on an elevator”).
O refrão é proferido, seguido por um verso sobre confiança e um trompete militar muito em voga, finalizado pelo rap de Nicki Minaj imperdoavelmente bem feito com calão por cima de hi-hats reverberantes, que se refere inclusive ao Instagram e as proclama como as verdadeiras referências internacionais na indústria.
The queen of rap, slayin’ with queen Bey”.

17) "Drunk In Love Remix" (feat. Jay-Z & Kanye West) - ☆☆☆☆☆




Kanye West entra na música com graves harmoniosos revelando logo o assunto sexual a tratar (“You willl never need another lover, ‘cause you a milf and I’m a motherfucker”) e expondo todos os planos que tem para a intimidade, até ao momento em que Beyoncé traz o seu timbre e letra icónica (“Feelin’ like an animal with these cameras all in my grillz”) com quebras ocasionais para conferir dinamismo à música de forma genial (“Flashing lights!”).
A sua voz acaba por se projetar como na “Drunk In Love original e segue a lógica da mesma com a participação de Jay-Z.

18) "Ring Off" - ☆☆☆☆



Camuflado com sons um pouco festivaleiros, a cantora aborda aqui os casamentos com muitos anos e os relacionamentos que com o tempo enfraquecem, acabando por deixar as pessoas amarguradas.
“I wish he said I’m beautiful, I wish it didn’t hurt at all. I don’t know how I got here, I was once the once who had his heart”.
Uma ode a novos inícios e à procura da felicidade. “After all your tears, after all that pain’s all clear. Mama, after all them years, we can start all over again”.

18) "Blow Remix” (feat. Pharrell Williams) - ☆☆☆☆



Com poucas mudanças relativamente à original, “Blow” continua a apostar na sensualidade e nos duplos sentidos, incluindo Pharrell Williams para ajudar a projetar a música e garantir que o R&B não passa despercebido.
If you’re thirsty and in love just hit your boy

18) "Standing On The Sun" (feat. Mr Vegas) - ☆☆☆☆☆

Finalizando de maneira despretensiosa, Beyoncé traz um ritmo de verão e um refrão que relembra os seus tempos de Destiny’s Child, o que parece ser o fim ideal para o seu álbum intimista.
A participação de Mr Vegas não era crucial mas conferiu-lhe todo um sentimento de festa caribenho e tropical que contribui para o impacto da música que recebe o sol e exige animação.
Like the sun, so turn up, turn up”.

Análise geral:
Letra - ☆☆☆☆
Sonoridade - ☆☆☆☆☆
Conceito - ☆☆☆☆☆

Avaliação final:

☆☆☆☆☆

quinta-feira, 25 de junho de 2015

GÍRIA: As melhores palavras e expressões dos últimos tempos

**O post que se segue contém calão e pode ferir suscetibilidades**

Ainda há quem ainda diga LOL com seriedade?
Deixem-me acreditar que é só usado ironicamente. Razão: já não estamos em 2008.
Por muito que alguém acredite que só se vive uma vez, já não diz YOLO (You Only Live Once) por soar um bocadinho datado, o que nos mostra que a gíria varia com o tempo como a moda e a música.
Mas claro que existem outras expressões perfeitamente atuais. E sim, até o slang obedece a trends.
Como é que a gíria atual é definida? Quem dita quais são as palavras do momento?

Surgem muitas vezes dentro de subculturas, a maior parte das vezes no mundo do hip-hop, e acabam por se expandir para o público em geral através das redes sociais ou de memes da Internet.
Aquelas que têm mais visibilidade são as mais usadas pelos jovens e acabam por ser encontradas em músicas de Beyoncé, Rihanna e Nicki Minaj, bem como de vários outros artistas, especialmente os influenciados pela linguagem dos ghettos americanos.

Não vos quero deixar cray cray (significa "crazy", okay?) por isso, sem mais demoras, atualizem o vosso discurso em inglês com o calão mais popular em 2014 e 2015:

Dope

Esta palavra que originalmente remete para a droga é muito usada atualmente especificamente como sinónimo de "cool" ou "nice".
"This is so dope!" = Isto é tão fixe!

Ratchet

Uma palavra pouco simpática que se refere a algo ou alguém que pensa ter mais valor do que realmente tem, porque muitas vezes é barato e de mau gosto.
"You're a ratchet bitch." = És uma cabra barata.

Throw shade

Indica a atitude de uma pessoa que tem inveja de outra(s) e refere-se ao ato específico de dizer mal. Uma antiga expressão portuguesa pode ser considerada equivalente: "cortar na casaca".
"I thought she was my friend, but I found out she was throwing shade at me." = Pensei que ela era minha amiga, mas descobri que estava a dizer mal de mim.

Molly

É uma alcunha para metanfetaminas (MDMA), mais chamada de ecstasy, e é uma forma discreta e até metafórica de fazer referência a este tipo de droga.
"We're poppin' molly." = Estamos a consumir metanfetaminas.

Basic

Não são precisas grandes explicações no que toca a esta palavra porque não é mais do que a própria tradução significa. Carateriza algo ou alguém básico a vários níveis, seja por pouca inteligência, pouco estilo ou pouca cultura.
"I hate basic bitches." = Detesto cabras básicas.

Slay

Traduzido literalmente seria "matar" mas num contexto de diálogo atual significa fazer algo de forma bem sucedida, impressionante ou com facilidade.
"I slayed on their faces." = Eu arrasei na cara deles.

Yas

Um "sim" bastante entusiasmado, a versão urbana do "yes". Quanto maior o entusiasmo, maior o número de "A"s.
"Yaaaaaas!" = "Siiiiiiim!"

Swerve

Traduzido do seu significado concreto seria "desviar", mas ganhou a conotação de falta de credibilidade, ou seja, quando alguém diz algo para enganar e a pessoa não acredita.
"You're so pretty! // Bitch, swerve. I know you don't like me." = És tão bonita! // Cabra, poupa-me. Eu sei que não gostas de mim.

Bae

Uma das palavras que dominou 2014 e continua a ser vista/ouvida, refere-se a um(a) namorado/a, a um melhor amigo ou a um ente querido que consideramos muito importante. É o "babe" sem o segundo "B", um acrónimo para "Before Anyone Else".
"She's mad 'cause she's still single and I got a new bae." = Ela está zangada porque continua solteira e eu tenho um namorado novo.

Turn up/down

A sensação de estar divertido e a festejar ou deprimido, literalmente "virado para cima" ou "virado para baixo".
Alguém que se queira divertir ("turn up"), tem intenção de ficar entusiasmado e para isso acrescenta-se um "-ed" ou, na versão do ghetto, um "-t" ("turnt up")
"Turn up, guys!"/ "I'm super turnt up!" = Animar, gente! / Estou super animado!

Dead

Não significa falta de vida, a menos que se esteja morto de tão surpreendido. Pressupõe espanto, arrebatamento ou qualquer emoção intensa face a uma situação engraçada, importante ou fora do comum e põe frequentemente a pessoa sem palavras.
"He just texted me. Dead." = Ele acabou de me mandar mensagem. Morta.

Bye felicia

Originalmente de uma cena do filme Friday de 1995 e popularizado no ano passado, Felicia é o nome dado à pessoa que está a incomodar. Com a saída de quem não se gosta ou de alguém que está a ser desagradável, diz-se "Bye felicia", fazendo uma despedida irónica.
"He left the party and I was like bye felicia" = Ele saiu da festa e eu fiquei do tipo 'adeus felicia'.

U

"You" simplificado numa letra segundo a sonoridade da palavra. Usou-se há vários anos, saiu de moda e agora está de volta como diminutivo aceitável na escrita de mensagens ou em chats.
"U are cute." = Tu és giro.

On fleek

Uma expressão urbana muito popular desde 2014 e que carateriza algo que é excelente ou ideal.
O equivalente em português seria "no ponto", ou seja, na quantidade ou da maneira certa.
"I saw a girl a while ago and wow, her eyebrows are so on fleek." = "Vi uma rapariga há pouco e uau, as sobrancelhas dela são tão perfeitas."

Sick

Totalmente diferente do seu significado de "doente", a palavra qualifica algo positivo, de qualidade elevada ou do agrado de quem a usa. Se "sick" é doente de tão bom, "sickening" será doentio de tão fantástico.
"This song is so sick!" = Esta música é tão boa!

Doe - Dis - Dat

Escrita oralizada de "tho" que por sua vez é a simplificação de "though". Significa "contudo" ou "apesar de tudo", mas é usado apenas como muleta de discurso e não tem tradução lógica possível.
Em mensagem ou em chats, várias são as palavras iniciadas por "th-" que podem ser substituídas pelo "D", produzindo o mesmo efeito.
"Dat/dis ass doe". = "Aquele/este rabo contudo."

Convo

O diminutivo de conversa ("conversation") refere-se a diálogos informais, não a palestras ou assuntos sérios, porque acontecem entre amigos e conhecidos.
"The guy was trying to date me but his convo was so stupid." = O rapaz estava a tentar sair comigo mas a conversa dele era tão estúpida.

Luh

O diminutivo da palavra amor ("love"), uma simplificação bastante fácil de assimilar.
"I luh U" = Eu amo-te.

Hella

Usado principalmente em ghettos e frequentemente ouvido em raps, tal como a maioria das citadas acima, é o resultado da aglutinação de "hell of" e atribui uma dimensão elevada a determinada coisa ou realça um exagero.
"This is hella crazy!" = Isto é muito louco!

Stay woke

Literalmente "manter-se acordado", é a necessidade de prestar atenção a determinada situação ou acontecimento com o objetivo de nos prevenirmos ou termos cuidado.
"People will try to hurt you so stay woke, okay?" = As pessoas vão tentar magoar-te por isso fica atento, está bem?

Goals

Esta palavra sempre quis dizer "objetivos" e a semântica não mudou por passar a pertencer também à gíria, simplesmente começou a ser usada em todo o tipo de situações onde alguém aprecia algo, quer imitar alguém ou admira determinada coisa. 
"She dresses well, has success and has a fantastic boyfriend. So goals." = "Ela veste-se bem, tem sucesso e tem um namorado fantástico. É tão os meus objetivos."

Flex

Retirada do seu significado original de "fletir", remete para o ato de exibir ou mostrar capacidades, com o possível objetivo de se superiorizar.
"Put your chin up and flex when you walk down the street" = "Põe o queixo para cima e valoriza-te quando vais a andar na rua."

Floss

Semelhante à expressão anterior, pressupõe algum exibicionismo, neste caso mais direcionada para algo físico ou material. Se "flex" é valorizar-se através da confiança, "floss" é indicada para a exposição de atributos ou posses.
"Do you see this girl flossin' gold chains?" = Vês aquela rapariga a exibir correntes de ouro?

Thirsty

Pode ser traduzido como "sedento"; isto é, necessitado ou carente, ou ainda procurando intensamente algo. Indica vontade de atingir determinada coisa.
"This girl doesn't stop calling, she's so thirsty." = Esta rapariga não para de me telefonar, está tão desesperada.

Squad

Refere-se a um grupo de amigos ou pessoas próximas que se encontram sob a mesma situação ou contexto. Não se costuma aplicar a um conjunto de pessoas desconhecidas.
"I went out last night with my squad." = Saí ontem à noite com o meu pessoal.


Muita informação de uma vez?
Se não decoraram, sugiro que tomem nota.
Vão aperceber-se do uso frequente deste slang nas músicas ou nas redes sociais!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

MODA: É oficial, as bocas de sino estão de volta


Se para a maioria das pessoas é amor à primeira vista? Não.


Havia escapatória? Também não.


O que fazer? Aceitar que dói menos.


Toda esta vibração diretamente da década de setenta tem tomado conta da moda. As calças de ganga semilargas, conhecidas por mom jeans e dad jeans que se têm usado nos últimos tempos com os anos 90 estão a começar a perder atenção para o verdadeiro ícone dos anos 70.


As franjas surgiram na roupa, no calçado e nos acessórios, os cabelos longos e ondulados também e as calças à boca de sino, internacionalmente conhecidas por flare, acabaram por voltar.


A última vez que este tipo de corte esteve na moda foi lá no início do milénio. Mas antes de pensarem em ir aos confins do armário buscar as vossas calças de 2002, convém destacar: os jeans que se usam agora são muito mais subidos. Ou seja, o fecho das calças deste ano continua subido até à barriga e nunca caído nas ancas como o dessa altura.


A boa notícia é que as calças de 2015 são cópias exatas das calças de 1970, por isso se tiverem familiares que viveram a era dos hippies e guardaram peças desse tempo em bom estado, porque não experimentar? Um vintage merece quase sempre uma oportunidade.








Estaremos todos destinados a andar de calças iguais? Não.
As flare jeans surgem nas mais diferentes variantes e favorecem as mais variadas estaturas:

A boca de sino curta, chamada cropped flare, que fica bem a quem tem estatura média (numa pessoa pequena parecem corsários e numa pessoa alta parecem calças que deixaram de servir porque a pessoa cresceu).


A boca de sino larga desde a coxa que favorece pessoas com pernas altas.


E a boca de sino clássica, justa até ao joelho que abre na parte de baixo da perna. Estas caem bem a toda a gente, especialmente a pessoas mais baixas porque alongam a perna e criam harmonia com a largura dos ombros.


Com isto, ficam assentes os verdadeiros must haves para a mulher boémia deste ano:

O cabelo com risca ao meio + um par de flare jeans

  

Yay or nay?

sábado, 23 de maio de 2015

MÚSICA: O que significam os animais e o mundo selvagem na música atual

Suponho que prestam atenção às músicas que ouvem no dia-a-dia ou, se ouvem rádios comerciais, às músicas que costumam passar nessas mesmas rádios.
Antes de mais nada, não posso deixar de referir o álbum Animal e o EP Cannibal de Kesha de 2010, por terem marcado a vários níveis a música pop da década em que estamos e a temática ter sido uma delas. Para não andar muito para trás no tempo, deixo-vos apenas a sugestão e vou prosseguir com a análise.



Indo à raiz da tendência analisada neste post, destaca-se a inspiração africana do videoclipe de Run The World (Girls) em 2011. O cavalo, o touro, o leão e as duas hienas são meros simbolismos da expressão bravia da cantora que, aliada à paleta de cores e agressividade inerente, poderia ser uma escolha pessoal de Beyoncé se ela não fosse uma das artistas que mais prevê e aplica tendências.


Segue-se Rihanna com Where Have You Been. Se nesta altura os lyrics ainda não tinham sido infetados pelo tema em questão, os visuais tribais, os padrões e os acessórios bem como os cenários áridos indicavam um modelo naturalista que iria ser seguido no futuro em vídeos de outros intérpretes.


Take Care, também em 2012, com Drake, teve uma realização intimista e que revelava a fragilidade da música, dando-se destaque aos grandes planos de uma ave, de um peixe e de um touro.


Em meados de 2013, Jessie J lança Wild, a primeira música do seu segundo álbum, anunciando que a sua fantasia se concretizou e o seu par romântico corre juntamente com ela de forma selvagem.
"In my fantasy we're running wild".


Katy Perry, também na linha da frente, lança o álbum Prism do qual o primeiro single foi Roar, uma música de autoafirmação que consolidou a tendência a dois níveis: estético e lírico. A história do vídeo passa-se na selva, onde a cantora se rodeia de várias espécies de animais que interagem com ela. Na letra diz conseguir flutuar como uma borboleta e picar como uma abelha, deixando-nos o refrão que inundou as rádios desta altura no qual afirma que tem um olho de tigre e vai rugir mais alto do que um leão.
"Now I'm floating like a butterfly, stinging like a bee I earned my stripes (...) I got the eye of the tiger (...) Louder, louder than a lion (...) you're gonna hear me roar".


Em Swine, Lady Gaga mostra sem receio que a pessoa com quem se envolve é um animal, um roedor e um porco num corpo humano, admitindo que quando está com ele não pensa e age como um suíno também.
"You're just an animal (...) Deep down you're just a shrew (...) Cause it's when I'm not thinking with you that I act like a swine (...) I know you want me, you're just a pig inside a human body (...) Squealer (...) you're just a pig inside".


O rapper T.I. que participa na música Tik Tik Boom de Britney Spears, afirma que ela gosta da maneira como ele a trata como um animal e ironiza apelando para que alguém chame a sociedade protetora dos animais. "She likes the way I eat her, beat her, beat her, treat her like an animal, somebody call PETA"



Natalia Kills expõe os seus pontos fortes e fracos no álbum Trouble, mas só nos revela realmente a sua sexualidade na música Rabbit Hole, onde diz comer rapazes como uma canibal, fazer sexo enquanto uiva à lua como um animal e canta ainda que quando se apaixona é como se caísse na toca de um coelho.
"Cause I eat boys like a cannibal, fuck hard, howl at the moon like an animal (...) When I fall in love, I fall down the rabbit hole".


No final de 2013, o house holandês teve os seus cinco minutos de fama, com Martin Garrix como cabeça de cartaz e Animals como hit principal. Se ouviam música eletrónica nesta altura, de certeza que conhecem a tirada "We're the fucking animals" seguida por uma sequência de sintetizadores em xilofone. Quanto ao videoclipe, não podia ser mais literal: os figurantes a usar máscaras de animal.

Katy Perry, lança Dark Horse do mesmo álbum referido acima, voltando a incluir animais, neste caso impondo-se como um cavalo negro que se dirige ao seu par romântico para lhe dar o amor que o vai fazer levitar como um pássaro sem gaiola. Juicy J, o rapper que participa na música, declara que ela é como uma besta que devora corações.
"Cause I'm coming at you like a dark horse (...) Like a bird without a cage". "She's a beast, I call her karma, she eats your heart out like Jeffrey Dahmer".


Iggy Azalea e Rita Ora, possivelmente na tentativa de atingir o sucesso da música anterior, recorrem a uma sonoridade semelhante em Black Widow e, no que toca ao tema em análise, assumem-se como uma aranha viúva-negra, pois prendem a pessoa por quem estão apaixonadas numa teia quando esta, depois dos jogos iniciais de gato e rato, se quer afastar.
"This  twisted cat and mouse game always starts the same (...) But now you wanna be set free, this is the web, web that you weave (...) I'm gonn love you like a black widow, baby".


Pitbull, que faz quase sempre questão de estar em cima do acontecimento, junta-se às GRL e lança Wild Wild Love, onde elas cantam acerca de ninguém conseguir domar o seu amor e o rapper compara a sua paixão a uma gatinha que ele quer afagar e diz conseguir criar um cenário selvagem, sujo, esquisito e aberrante, acrescentando que gosta de mulheres livres e não acorrentadas. "Oh-oh, this wild wild love of ours, it can't be tamed (...) And when it comes to that pretty little bitty kitty (...) let me pet it, I got that wild love, love to get wild, dirty, freaky, nasty (...) I like my women fine, I like them off the chain"



Troye Sivan, um vlogger do Youtube a dar os primeiros passos na indústria musical, faz uma abordagem emocional semelhante a Take Care com a sua Happy Little Pill, figurando ao longo do vídeo uma coruja a voar em câmara-lenta e incluindo ainda um lagarto.


A banda Maroon 5 traz também em 2014 um vídeo de carnificina e uma letra muito explícita quando exploram a tendência em Animals. Adam Levine canta sobre perseguir, caçar e comer a sua "presa" viva, alertando que ela pode fugir e procurar outros peixes no mar, mas não se consegue esconder porque ele, como bicho selvagem que é, a encontra pelo odor. Relembra os sons que ela faz e a maneira como o faz cair ao chão e rebolar e, caso restassem dúvidas, uiva como um predador canino em determinado momento da música. Pede ainda que ela não negue o animal que se revela quando ele está dentro dela.
"I can still hear you making that sound, taking me down rolling on the ground (...) Baby, I'm preying on you tonight, hunt you down, eat you alive (...) you can find other fish in the sea (...) Maybe you think that you can hide, I can smell your scent from miles (...) Just like animals (...) But don't deny the animal that comes alive when I'm inside you".


Por esta altura, um duo desconhecido da maioria tem sucesso com Wild Life, uma música sobre vida selvagem com um videoclipe inserido na mesma estética. A sonoridade urbana, com estalinhos, palmas e ritmos metalizados, bem como o sub-baixo pulsante, incorpora aqui sons de cascata e tambores africanos para além de bramidos de elefante, guinchos de macaco e até rugidos que em certo momento transformam a voz de um dos intérpretes de Jack & Jack na de um leão.
"Nocturnal animals, we don't sleep (...) I'm sweating like the Amazon, a hundred degrees and that back side's bigger than a family tree (...) Now you're talking to the king of the jungle, we got lions, tigers, bears".


Os produtores musicais e os diretores criativos têm explorado a vertente indomável do ser mais domesticado de todos - o Homem - daí os artistas continuarem a lançar músicas onde abordam este assunto, mas para não tornar este post ainda mais extenso ficam apenas os exemplos já dados.
Ainda que fazer um vídeo num ambiente tropical e em particular no deserto seja a coisa mais óbvia neste momento (basta ver o novo videoclipe de David Guetta com Nicki Minaj e Afrojack para Hey Mama), o ambiente selvagem tem uma justificação: a dominância e a submissão são caraterísticas de todas as espécies, não importa a raça, o género ou a parte do mundo; logo, não devem ser negadas. O ser humano limita-se a camuflar os jogos sexuais e de poder com normas sociais.
Mas tal como dizem Nicki Minaj e Ariana Grande em Get On Your Knees, no fundo somos apenas animais e, antes de podermos andar, temos de saber rastejar. Ou seja, para nos podermos distinguir como seres racionais precisamos de estar à vontade com o nosso lado mais básico e animalesco.
"Cause we are just animalsBaby, it's primalI want you on all fours and before I let you walk, you gotta show me how you crawl".


Será que isto significa que estamos saturados de ser civilizados e prontos para explorar sem medos o nosso espírito animal?

terça-feira, 5 de maio de 2015

MODA: Como é que a Ásia aparece esta estação + Met Gala 2015

Este post não é propriamente uma novidade mas tinha de ser escrito pelo simples facto de ser uma macrotendência que inclui muitas tendências.
Há pouco mais de um mês, referi aqui que o mundo da Música estava a ser influenciado pela orientalidade, com uma forte presença da sonoridade indiana e outras infusões multiculturais.
Como Moda e Música andam muito frequentemente sob a mesma aura, seria de esperar uma abordagem à temática no que toca à roupa e ao estilo.


Não surgiu em nenhuma das duas artes pela primeira vez este ano; porém, continua a ser uma grande inspiração para ambas, tanto que nem produtores musicais nem designers de moda se parecem cansar dela.


Esta estação continuamos rodeados de kimonos, golas mao e padrões florais - neste caso particular, destacam-se as flores japonesas.


Os tons de vermelho estão a aparecer novamente, especialmente em vestidos de noite e em roupas mais formais, seja como apontamento em cores neutras ou como cor dominante da roupa.


As camisolas, os casacos e as camisas que, devido à moda do oversize, nos últimos tempos se têm usado largos, estão agora a ser cintados com interessantes cintos e cordas que nos remetem ao judo e às artes marciais.


Muitas foram as coleções que apresentaram vestidos arquitetónicos, quase em elogio a Rei Kawakubo e Yohji Yamamoto, muito conhecidos pelo seu desconstrutitvismo.


E como o branco e o preto continuam a dominar imensos visuais de runway e de street style, o minimalismo ainda tem futuro.





Cabelos penteados para trás ou com risca ao meio e as já populares plataformas retas (desta vez com um formato inspirado em chinelos e birkenstocks) também marcam presença nesta primavera-verão.


Apresentada a macrotendência, passo para a segunda parte deste post: o Met Gala, um evento anual cujo objetivo é angariar fundos para o Metropolitan Museum of Art's Costume Institute em Nova Iorque. É também um dos momentos formais onde as celebridades têm maior visibilidade e se podem expressar teatralmente através das roupas que escolhem. Cada Met Gala tem um tema e o deste ano foi "China: Through The Looking Glass". Supôs-se logo uma aposta nas transparências - com alguns visuais bastante arrojados por parte das estrelas - mas, acima de tudo, era o dia onde o Oriental tinha de brilhar. E foi isso mesmo que aconteceu.

Cara Delevingne optou pela simplicidade, honrando a cultura nipónica com pinturas feitas na pele.


Chloë Sevigny adotou o visual de gueixa, contrabalançando-o com uma gargantilha e stilettos delicados.


O branco total, a frente única e o tecido rendilhado ficaram bem a Amanda Seyfried, mas os pontos altos foram sem dúvida a maquilhagem e a harmonia da risca ao meio.


As flores de cerejeira e a ave estampada na cauda do vestido vermelho-escuro de Bee Shaffer denunciaram o tema da melhor forma.


Sintético e elegante, o visual de Bella Hadid funcionaria tanto nesta gala como numa saída à noite.


Beyoncé conseguiu causar o impacto que pretendia, deixando pouco a favor da imaginação mas muito a favor da sensualidade.


Embora o cetim não seja o melhor tecido para as fotografias, a capa incrustada e o vestido com bordados florais puseram Emily Blunt ao nível da realeza.


Hannah Bagshawe e Eddie Redmayne foram um dos casais que melhor acenaram ao tema sem se tornarem literais.


Helen Mirren mostrou que conhece o poder de uma mulher de vermelho, embora tenha optado por um tom que se destaca pouco na red carpet.


O eterno preto e branco permitiu que o conjunto de top e saia de Janelle Monáe brilhasse, sendo um dos pontos altos da noite devido à capa e à gola mandarim.


 Sarah Jessica Parker fez uma vénia ao origami no seu ornamento de cabeça, o que poderia ser indesejado se o Met Gala não fosse um dos eventos com maior liberdade criativa.


Lady Gaga apostou num conjunto preto brilhante coberto por um grande kimono em gaiola, dando-se um contraste entre a rigidez do material e a suavidade das penas que o adornam.


Selena Gomez conjugou o vestido branco com uma coroa de flores, obtendo um outfit romântico e luminoso - correr o risco de parecer um pouco matrimonial foi o único contra.


O cinto com entrançados trouxe ao visual de Sienna Miller o enquadramento com a temática que o fato precisava.


Ziyi Shang foi mais uma das presentes a render-se ao branco, com zonas salpicadas de flores que quebraram a monotonia.


Justin Bieber, vestido de fato preto e uma camisa mao, surpreendeu pela positiva com os dragões bordados em amarelo que cobriam o casaco.


Já Rihanna recebeu mais atenção do que qualquer outra pessoa na gala, devido à cauda de tamanho imperial, mas principalmente por se ter rendido ao amarelo sem qualquer insegurança.